Problemas com o coração são inimigos silenciosos. Além da prática regular de exercícios, a boa alimentação é fundamental para a manutenção de uma vida saudável e isso, todo mundo sabe. Ou melhor, quase todo mundo.
Para os mais desavisados, o site www.loveyourheart.ru elaborou uma campanha publicitária um tanto quanto criativa. Com a pergunta A comida que você ama causa doença do coração? as fotos mostram a verdadeira imagem de pratos não muito recomendados pelos cardiologistas. Vamos dar uma olhada?
Impactante, não?
O site - especializado em cardiologia - é produzido pela margarina Becel e o VNOK (Society of Cardiology of Russian Federation).
Nada como um belo "incentivo" para repensar velhos hábitos, não é mesmo?
Notebook, no sentido mais puro da palavra
02/07/2009 - quinta-feira
Dá uma olhada no vídeo abaixo, intitulado Notebook, produzido e dirigido pela holandesa Evelien Lohbeck. A animação é "febre" na Internet por sua criatividade e poderia ser, tranquilamente, integrante de campanhas virais da Microsoft, Google ou YouTube.
Vale a pena conferir. É divertidíssimo!
Mc Sacada
01/07/2009 - quarta-feira
Buenas, como de costume, boas ideias em comunicação aliadas à tecnologia são uma constante nesse blog. Mídias digitais geram grande impacto com naturalidade, sejam elas indoor ou outdoor.
Um belo exemplo é esse painel de LED instalado no Piccadilly Circus, em Londres. Aproveitando o dinamismo da ferramenta, a rede de lanchonetes Mc Donald's desenvolveu um outdoor interativo. Com ele, as pessoas podem tirar fotos muito engraçadas, escolhendo os mais diversos tipos de acessórios. Ao publicarem as fotos em páginas pessoais no Orkut ou Flickr, os fotografados acabam divulgando, indiretamente, a marca do palhaço Ronald. Genial, não?
Realmente, foi uma Mc Sacada.
E aí, qual número você escolheria?
Ainda o Cross Fox...
30/06/2009 - terça-feira
Lembram da Sthefany, linda e absoluta? (para quem não lembra, veja aqui). Pois é, a intérprete de Eu sou Sthefany - fenômeno na Internet com a exibição de seus videoclipes - foi contemplada com um Cross Fox amarelo zero bala! O presente partiu da Volkswagen do Brasil, que entrou em contato com a produção do programa "global" Caldeirão do Huck para viabilizar a "cerimônia" de entrega, no último sábado, 27/06.
E as novidades não paravam por aí. Sthefany foi convidada para cantar na festa de final de ano dos funcionários da Volks.
O blog da Thema Comunicação, no dia 08/06, noticiou em primeira mão, que o automóvel utilizado no videoclipe tinha "um jeitão de alugado" e sugeriu que a menina prodígio fosse presenteada pela montadora, como forma de retribuição pela divulgação sem custos do Cross Fox na mídia alternativa. Para se ter uma ideia da repercussão dos vídeos, cantoras como Cláudia Leitte e Preta Gil passaram a embalar os seus shows com o hitEu sou Sthefany.
Fica a incógnita se Eu sou Sthefany foi propositalmente um viral do Cross Fox. De toda forma, o final foi feliz e todos saíram ganhando, montadora e artista.
Agora sim, Sthefany vai poder sair no seu Cross Fox. De fato.
Boca a boca com hálito refrescante
29/06/2009 - segunda-feira
A crise financeira mundial - mal que não afeta apenas as multinacionais - tem feito muitos departamentos de marketing (e agências) colocarem a "cachola" para funcionar. Isso porque, e quem trabalha na área sabe melhor do que ninguém do que falo, numa recessão, a primeira verba a ser cortada é a do?
Sim, marketing. Nesse seleto grupo estão publicitários, relações públicas e aqueles que não precisaram fazer tantos cálculos na faculdade, mas que são obrigados a pensar muito, de maneira objetiva e exata, visto que o retorno deve ser imediato (ou o mais próximo disso). Claro que os números não são deixados de lado, eles são fundamentais. O que tentamos é deixar mais aprazíveis o nosso trabalho e a mensagem que chega ao público-alvo. E nesse contexto, o marketing de guerrilha se encaixa como uma luva.
Corresponde a essa prática ações realizadas nas ruas, de baixo investimento e que, na maioria das vezes, contam com o auxílio da Internet para propagar suas ideias. Entretanto, o marketing de guerrilha é apenas um "acessório" - ou o que os norte-americanos chamam de bellow the line - pois correspondem a ações paralelas à publicidade tradicional, voltada para a comunicação em massa, como TV e rádio, por exemplo. Em cidades como São Paulo, onde outdoors são proíbidos, essas ações ganham, a cada dia, mais força.
Aqui em Porto Alegre, não é diferente. A agência Espalhe - que trabalha exclusivamente com marketing de guerrilha - desenvolveu, na semana passada, uma campanha para os chicletes Trident no Trensurb. Na ação, 50 pessoas distribuídas em quatro vagões tinham duas horas para encontrar um par e convencê-lo a permitir um beijo.
No total, foram computados 576 encontros. O objetivo da campanha é produzir cerca de 100 filmes sobre as "cantadas" mais engraçadas e publicá-los no YouTube.
Abaixo, uma pequena amostra:
Marketing de guerrilha com beijo é mais do que uma boa ideia. É unir o útil com o agradável.
A inconstante imagem de Michael Jackson fez dele uma marca
26/06/2009 - sexta-feira
"Se você entra neste mundo sabendo que é amado e deixa este mundo sabendo o mesmo,
então você pode lidar com tudo o que acontece no meio".
Quando proferiu essas palavras, Michael Jackson talvez explicasse, de forma inconsciente, a turbulência que foi a sua vida. Sua linha do tempo foi, na verdade, uma hipérbole. E no marco inicial dessa curva, é provável que o mais novo entre nove irmãos da família Jackson deva ter encontrado dificuldades em sentir-se amado no seu ambiente de infância. Além da pobreza que os assolava, a ambição de Joe Jackson - pai das crianças - também contribuiu para acinzentar essa fase, para muitos, a mais fantástica na existência de qualquer pessoa. Surgia os Jackson's Five e com o grupo, a responsabilidade de tirar a família da pobreza.
Os irmãos Jackie, Tito, Marlon e Jermaine, liderados pelo pequeno Michael, de apenas cinco anos, passaram a ser assessorados pela gravadora Motown e logo começaram a brilhar. Entretanto, o sucesso tão estrondoso tinha como contrapartida a excessiva rigidez de Joe, que cobrava ensaios incessantes das crianças. Muitos afirmam que possíveis erros nos treinamentos eram repreendidos - por parte do velho Jackson - com agressões e castigos severos.
A infância de Michael foi brilhante como artista. Sem cor, como criança.
O talento como cantor e bailarino de Michael era evidente. Tendo como base a carreira artística, ele era melhor do que seus irmãos. O destino provou isso. Essa é a causa pela qual muitos críticos musicais apontam como determinante para o surgimento da carreira solo do jovem músico, nos primórdios dos anos 70. Talvez, Michael Jackson queria, realmente, se livrar dos excessos cometidos pelo pai, buscar a sua independência e recuperar a infância perdida. Desejava a sua Neverland e a felicidade.
E assim, a curva da "hipérbole do tempo" de Michael Jackson começava a ganhar forma. Em pouco mais de uma década, o cantor passaria a ser um ícone pop. É difícil mensurar - pessoas comuns, como eu e você - como é possível manter o equilíbrio com as somas que virão a seguir. Michael Jackson é o autor do chamado "álbum do século XX".
O primeiro trabalho solo de expressão foi o disco "Off The Wall", de 1979, que vendeu 11 milhões de cópias. A chegada ao topo do gráfico matemático que ilustrou a vida desse genial artista estava por vir. O ano, 1982. O álbum, "Thriller". Nada poderia ser maior para a indústria fonográfica. Nem as previsões mais otimistas poderiam imaginar 109 milhões de cópias vendidas do álbum, 8 prêmios Grammy, 7 American Music Award, 37 semanas na primeira posição dos discos mais vendidos nos Estados Unidos e incareditáveis 2 anos tocando nas rádios de forma seguida.
O ponto máximo dessa hipérbole certamente chegava muito próximo das estrelas, no ritmo do "Moonwalker", passo imortalizado e marca registrada de Jackson. De carona com todo esse sucesso, Michael determinava tendências. Uma delas, no campo dos videoclipes. Thriller ganhara uma apresentação com muitos efeitos especiais, coreografia com sincronia espantadora e foi considerada a precursora do gênero, abrindo espaço para a inserção de artistas negros na programação da recém formada MTV (Music Television).
Nesse período, as angústias do passado não transpareciam. Michael Jackson era um astro e o andamento de sua carreira podia ser comparada à ascensão de um cometa. Ele tinha todos os requisitos para ser uma celebridade, talento e carisma não faltavam. Em meados da década de 1980, tornou-se ainda mais notável pela composição de "We Are The World" e sua liderança no "USA for Africa", projeto composto por cantores e atores norte-americanos que lutavam contra a fome na Etiópia. Por mais difícil que seja dar ao próximo aquilo que jamais se recebeu, Michael Jackson conseguiu distribuir amor.
Um dos negócios mais perspicazes de Jackson no auge de sua fama, em 1985, foi a aquisição da ATV Music, no valor de US$ 47,5 milhões (R$ 91 milhões), que detém os direitos autorais das músicas compostas por John Lennon e Paul McCartney quando estavam nos Beatles. O catálogo deu a Jackson uma renda constante e a possibilidade de manter um estilo de vida luxuoso. Os anos 80 vão se aproximando do fim e o álbum "Mad", lançado em 1987, comercializa 25 milhões de cópias no mundo inteiro.
A queda livre da hipérbole ganha início juntamente com a entrada da década de 1990 e os questionamentos sobre a sua aceitação como pessoa. Depois de diversas cirurgias plásticas - que se iniciaram em 1985 - e o misterioso "clareamento" da pele do cantor, uma série de escândalos passariam a conviver com o artista. Respondendo aos críticos de maneira "politicamente correta", Michael Jackson lançou, em 1991, o hit "Black or White". A música era integrante do álbum "Dangerous", projeto que contou com a maior injeção de marketing por conta da gravadora do cantor e vendeu 21 milhões de cópias. Esse foi o último trabalho de sucesso de Michael. A turnê mundial, que contou com apresentações em São Paulo, foi patrocinada pela Pepsi.
Quem não lembra dos copões tamanho família que eram retirados em postos de troca mediante a apresentação de tampas e lacres de latas de refrigerante? Todo mundo tinha um em casa, independente se gostava ou não de Michael Jackson.
Refresque a memória e confira o vídeo publicitário:
O ano de 1993 marca o início da decadência profissional de Michael Jackson e, para muitos, manchou a imagem do cantor com as acusações de abuso sexual. De fato, sua carreira nunca mais voltara ao normal. Um processo judicial acusava o cantor de ter abusado sexualmente de Jordan Chandler, um garoto de 13 anos de idade. Os advogados de defesa do cantor propuseram um acordo extrajudicial de 20 milhões de dólares com a família e o caso foi arquivado. A partir desse período, o fim de Jackson estava próximo. Acusações de pedofilia, casamentos por conveniência, consumismo fútil e outras extravagâncias marcaram a carreira do cantor nos anos 90, tudo isso aliado aos resultados pífios de seus novos trabalhos. Polêmico, Michael Jackson passou suas duas últimas décadas de vida se defendendo e sofrendo, sozinho, no rancho por ele chamado de Neverland. Endividamentos e o quase esgotamento de sua fortuna apontavam para alguém desequilibrado psicologicamente.
Michael se tornara, novamente, uma criança. A criança que ele nunca foi, cometendo uma série de erros que nunca foram permitidos pelo seu pai e que fazem parte do processo de aprendizagem de qualquer ser humano. A "hipérbole da vida" de Michael Jackson contou com fases inversas. Ele nasceu adulto e morreu criança. Veio ao mundo como um produto e tornou-se uma marca forte e lucrativa durante grande parte da sua carreira.
Michael Jackson partiu conquistando o total de 13 Grammys, colocando 41 sucessos no topo das paradas e com vendas que superam 750 milhões de unidades em produtos licenciados. Um indiscutível fenômeno. Ontem, após noticiada a sua morte, o movimento na Internet aumentou 50%, segundo o Net Usage Index, que monitora o tráfego na rede. O Google interpretou o ocorrido como "ataque cibernético" e foi obrigado a bloquear o acesso aos usuários que digitavam o nome "Michael Jackson" em sua ferramenta de busca. Alguns sites apresentaram panes, como o Twitter, que registrava 100 mil postagens por hora e simplesmente parou de funcionar.
Poucas marcas são tão fortes no mundo e causam tanto impacto sobre as pessoas como a figura de Michael Jackson. Esse é o resultado de sua conturbada imagem construída em meio ao sucesso e escândalos.
O cantor realmente foi profético. Alguém que nasce sem amor, encontra muitas dificuldades em lidar com os acontecimentos em meio à vida. Ele explicou a origem de seus problemas e os mesmos não são uma particularidade de Michael Jackson.
Agora, ele parte para uma linha reta infinita, a da eternidade. E deixa o mundo com a certeza de ser amado por uma legião de pessoas.
Aos fãs que jamais saberão dizer adeus ao ícone pop, fica a homenagem da Thema Comunicação, na imagem de um jovem Michael que representa a infância que ele nunca pode viver.
Hoje, infelizmente, o assunto não poderia ser outro.